Teletubbies

Já tardava, mas aqui vai uma nota de solidariedade para o pivot do Jornal de Fim-de-Semana. Silva no Gólgota com fundo de Tuna feminina. Na melhor tradição hiperfoleirista da escola rural. De fora, inexplicavelmente, ficaram o Coro de Tomás Borba e o Grupo de dança qualquer coisa dos Açores.
Enfim, um reparo à estação da Xavi Pereira- em vias de digitalização- que insiste, teima, em não lançar na apresentação do TJ a jornalista Rosa Serrano. Quando se fará justiça naquela casa?
Com a vantagem de poder libertar Sofia Salgado das "peças lilliputianas", para se dedicar, em exclusivo e por inteiro, às grandes reportagens.

Notícias de Bujumbura

Paul Nhotsine, funcionário do canil municipal, disse ao correpondente de Bocarro na zona dos Grandes Lagos que esperava a Air Macau pudesse iniciar brevemente voos indirectos para a capital do Burundi.
Paul gostaria de visitar Macau. Por motivos, não esconde, do foro cultural.
 
 

Small is beautiful

Atenção pequenos e médios intelectuais em vias de "frequentar" os auditórios do Centro Cultural. É proibida a entrada a cidadãos com mais de...vá lá...1 metro e 78 centímetros. Mais do que isso e terão de levar as pernas no bolso.
Encontro das culturas

Que por lá passam. Esteve bem o Senado ao levar a cabo uma série de iniciativas alusivas ao Festival Lunar.
Entre estoutras destacavam-se os sempre interessantes espectáculos de ópera cantonense. Bocarro- que não faltou- apesar de inebriado ainda teve talento para lobrigar, ali ao lado dos ehrus, o executante das campainhas. Perdoe-se a ignorância.
E o músico, quando não era chamado a intervir a contraponto do diálogo cantado- pousava-as, as campainhas, sobre um pano decorado com...um galo de Barcelos. Macau is a city of culture. Unique, porque só Macau é Macau. Daí a sua singularidade.

Navegar é preciso

É fundamental. Mesmo com a artificiosa globalização, mais a possibilidade de navegar surfando na Net, não há como o contacto directo. Mesmo que isso obrigue a maçadoras deslocações. Mas serviço é serviço e o mês de Outubro está um saco.
O secretário adjunto da Coordenação Económica teve de se deslocar a Lisboa para participar no encontro, prévio, das delegações portuguesa e dos PALOP. Entre 29 e 30 de Setembro. As delegações partiriam, depois, para Washington onde decorreram as assembleias do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Mais os responsáveis monetários.
Por seu turno, Jorge Rangel, acompanhado por Oliveira Dias, Zhou Ligao e Alexis Tam, todos eles foram a Paris representar Macau na assembleia da UNESCO.
Mais penalizado ficará Félix Pontes que, as agendas internacionais é que o decidem, vai suportar uma participação num encontro do sector segurador em Curaçao.

Navegar é preciso II

Nos dois sentidos. A agenda local vai estar preenchidíssima com seminários, colóquios, visitas, alocuções, conferências etc.
Tal a variedade que, por dificuldades de apreensão estratégica ou a resistência em subir do concreto ao abstracto, a populaça não consegue descortinar a utilidade de algumas iniciativas.
Por vezes são os próprios visitantes que embascados pelo que aqui ouvem se interrogam se não estarão a assistir a uma peça. É. Por isso, por vezes também, não conseguem descortinar que são personagens dessa mesma peça.
Todo este relambório para excluir das iniciativas de mau-gosto o seminário sobre "A Viagem na Literatura". Coordenado pela professora Maria Alzira Seixo.

A prémio

Diz que um viçoso repórter- considerado muito próximo da ortodoxia da Praia Grande- deu agora em criticar desabridamente o regime e os que o protagonizam. Dir-se-á que viu finalmente a luz ou outra coisa qualquer. Mas os termos são tão feros que chegam a embaraçar os colegas mas, mais...distanciados. Ou lúcidos.
Disseram a Bocarro que foi assim no Brasil, foi assim no Cabo Verde, foi assim na China. O prémio são dez penitências, uns quatro actos de contricção e um nariz de Pinóquio.

Malapata

Tiveram-na os finalistas de engenharia du Portugal que vieram reinar para o Oriente. A rapaziada esfregava as mãos com uma estada em Macau- por causa da cultura, única, da singularidade e identidade e seus corolários lógicos- mas saiu-lhes o tiro pela culatra. Passe a expressão politicamente incorrecta.
Não é que o alojamento fosse mau- a novel Pousada da Juventude em Hac-Sá- mas a disciplina é que pareceu demais. Recolher até às 11 da noute?! Vá lá que não tinham de se benzer...

Obras em passo de corrida

Andam pelos cabelos alguns moradores do NAPE. A construção do viaduto de circunvalação- ou o que seja- anda pela noite fora, madrugada adentro.
Se era por causa do Grande Prémio, tivessem acabado antes. Ou pensariam ter luz verde da Segurança da FIA com obras em cima do circuito?

Time is on my side

Para aquelas almas facilmente ultrajáveis pelas mentiras que a Imprensa internacional cozinhava contra o enclave, aí está a rputada Time a falar de Macau. A propósito de Taiwan e da febre dos pastéis de nata. Que viajaram de Macau até à Formosa. Não sai claro é a coroação de quem introduziu o pastel de Belém em Macau. A Time parece inclinar-se para um farmacêutico britânico. O que não é verdade senhor Andrew Stowe. Lord of Bakery.