O futuro é amanhã
Mesmo os bons projectos têm um fim e muitas vezes, mais do que a tristeza de fechar as portas, o que interessa é que esse fim seja o menos dramático possível. É o que se passa com o FUTURO, que acaba num momento em que muitos dos portugueses que nos acompanharam no dia-a-dia partem de férias para não voltar.
Cinco anos e muitos meses depois do 8 de Janeiro de 1994, pelas mais de 1400 edições do FUTURO passou muito do bom jornalismo feito em Macau mas também alguns erros, muitas gralhas e notícias que nos pareciam formidáveis mas que o dia seguinte provava pertencerem à categoria do efémero. Mas, mais importante, por aqui passaram bons profissionais e excelentes companheiros, não só jornalistas mas também aqueles que colaboraram anonimamente na feitura do jornal. Enumerá-los é correr o risco da traição que a memória costuma pregar mas seria injusto não nomear alguns daqueles com quem gostámos de trabalhar, de conviver e também de nos chatear, sempre com a convicção de que estávamos todos no mesmo barco.
O FUTURO só pode estar grato por ter contado com pessoas como Heidi Miu, Carlos Morais José, António Vaz, Luís Pinto, Ana Correia, João Claro, António Carvalho, Lam Lou Man, Clara Gomes, Maria João Oliveira, António Pedro Vasques, Raquel Moz, Agnelo Vieira, Gil de Carvalho, João Murinello (já desaparecido), Paulo Reis, Patrícia Fonseca, Wong Peng Pui...
Com eles foi possível trazer o barco até à edição final de hoje. Um dia destes, encontramo-los por aí e obviamente que a conversa vai desaguar nas memórias deste jornal. Que só podem ser boas.
Luís Andrade de Sá